Cor

Fecho os olhos, Ai sim eu vejo.

Não vejo tudo colorido, não vejo tudo alegre!

É irônica a diferença que as coisas mostram ter quando fecho meus olhos.

Pois é quando eu cubro-as com o meu manto de pálpebra,

Que elas ganham mais sentido.

Minha vida não é colorida nem feliz,

Mas só por que eu tenho uma certa preguiça de colorir.

Cor, sinônimo de felicidade.

Mas a minha vida é uma obra de arte,

E quem te disse que para ser arte precisa ter cor?

Vejo o meu próprio olhar,

E apesar de numerosas palavras descrevendo-o como misterioso

Eu digo o contrario,

É a pura e simples solução para o meu mistério.

Não amo, não me entrego, não permito!

Isso é convivência,

Não são cicatrizes que me deixaram assim!

Não as possuo, apenas deixei algumas para trás!

E não. Não me orgulho disso,

E não. Não queria que elas estivessem em mim!

Por não distribuir cores,

Julgam me incapaz,

Pobres diabos.

Não conseguem ver a minha arte monocromática.

Sou simples,

Não preciso de cores e tons.

Só preciso de um bom jogo de luz e sombra.

É incoerente, é incorreto, é indigno é Incerto.

É assim e vai continuar sendo mas gostaria de em algum momento,

Largar o meu preto e branco e colorir algumas páginas

Gostaria de deixar de viver e começar a viver

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