O Amor Nos Tempos Do Cólera (Love In The Time Of Cholera)


O amor realmente existe? Se existe, o que é? Como reconhecer? Particularmente, eu não acredito em amor, acredito que exista paixão, que é algo de curto tempo, e sentimentos e estados que geram dependência, como solidão e carência e quando a paixão acaba estes podem aparecer, então chamamos de amor.

Contudo, nosso protagonista nos mostra que no mundo dele, o amor realmente existe, e ele o vive!

Em O Amor Nos Tempos Do Cólera, sentimos este sentimento até mesmo na trilha sonora, que parece ter sido feita pra arrancar toda a emoção que aquele que assiste pode sentir. Na voz de Shakira, vemos que em todo momento a trilha se encaixa perfeitamente com a projeção, e nas músicas instrumentais sentimos juntos com os personagens.

“Fermina… eu aguardei esta oportunidade por 51 anos, nove meses e quatro dias. Esse foi o tempo que te amei da primeira vez em que a vi até hoje. Repito a você, mais uma vez… meu voto de fidelidade eterna… e amor sem fim.” Estas foram as palavras mal recebidas de Florentino Ariza para a recém viúva, Fermina Daza.

O filme nos mostra, de uma forma bem produzida e com direção de Mike Newll, a vida de Florentino (Barden) e seu amor por Fermina (Mezzogiorno). Florentino, ainda casto e jovem, passa a amar Fermina deste o primeiro momento que a vê, ao entregar uma carta para o pai desta.

Após este encontro, ele corre para sua casa e escreve uma outra carta, que se parece mais um livro, se declarando para sua amada. É um jovem romântico, doce e agora, caído de amores.

Sem o consentimento do pai, muito bem interpretado por John Leguizamo, Fermina não pode ficar com Florentino, sendo levada para o interior, para longe de seu amado.

Como o próprio título no diz, a trama se passa durante o auge da doença cólera, o que faz Fermina, já adulta e de volta a cidade, conhecer seu futuro marido, o médico Juvenal Urbino, que trata sua suspeita de cólera. Sr. Urbino é um galanteador e rico homem que com a permissão do pai de Fermina, a corteja.

Agora adulto, mas ainda casto e amando Fermina, o Florentino de coração partido vai trabalhar longe a pedido da mãe (Fernanda Montenegro), e inicia um jornal que é, no mínimo, interessante! Florentino sofre, cria objetivos e vai trabalhar para o tio, com o objetivo de enriquecer… mas sempre amando Fermina, esta que podemos observar também nunca ter o esquecido.

A projeção de segue em um roteiro muito bem adaptado por Ronald Harwood, do romance de Gabriel García Márquez, com as aventuras de Floretino sempre nos lembrando o quanto ama Fermina. Com o tempo, vemos os dois velhos e de volta a cena em que os vimos primeiro, o que é muito interessante, pois agora, além de entendermos o que se passa e conhecermos os personagens, temos expectativas para eles.

No fim, o que de fato não podemos duvidar é do amor de Florentino. Se no nosso mundo o amor verdadeiro existe ou não, eu não sei ao certo… mas sei que o sentido por Florentino causa inveja e é merecedor de admiração.

E… maravilhosamente irônico, que uma das músicas mais perfeitas da trilha se chame “Love”, ouvi-la de olhos fechados é uma jornada e tanto.

2 responses to “O Amor Nos Tempos Do Cólera (Love In The Time Of Cholera)

  1. Pingback: Vou comprar cigarros e já volto! « Café com Whisky·

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