Millennium – Parte dois

Diferente do primeiro, essa sequência apresenta um prologo mais elaborado e intrigante. Depois dos acontecimentos do ano anterior em Hedestad, Lisbeth e Blonkvist não possuem mais o contato que tinham antes, e ai que Larsson dá um toque mais humano a heroína, ou melhor, anti-heroína. (no final do primeiro livro o rápido caso que os dois tiveram teve um fim bem inesperado, Lisbeth nunca antes tinha se interessado dessa forma por um homem “blá blá blá eu sou Joana D’arc”)

Novamente eles se encontram em opostos da história, mas dessa vez Lisbeth vira a protagonista de um crime e é acusada de três assassinatos. Blonkvist no inicio sem saber o que fazer, vive uma pseudo-crise interior, duas das pessoas assassinadas eram próximas a ele, e não sabia como levar essa situação, se acreditava no que as impressões diziam, ou se dava uma oportunidade para Lisbeth se explicar, coisa que se mostrou um tanto quanto complicado por fazer um ano que não se viam, e muitas provas contra um veredito bom. A policia de Estocolmo abre um inquérito para investigar, e quando mais a investigação anda, mais a imagem de Salander fica depravada pela mídia, Blonkvist depois de sofrer sua dor de cotovelo resolveu entrar na briga e começar uma investigação paralela com a da policia por conta própria.

Ai entra um ponto alto na história, Blonkvist não suportava a ideia de ter sido rejeitado mas se recusou a acreditar que Salander poderia ser a responsável por tais mortes, mas como um jornalista a tento aos fatos e a personalidade agressiva de Salander ficava complicado apenas acreditar que ela não participou mas não que ela de certa forma estava envolvida. Resolveu dar uma chance ao mérito que ela tinha com ele, e acreditando que conseguiria provar a inocência dela saiu em sua busca por fatos contraditórios na história e furos da investigação.

No primeiro livro podemos ver uma quantia significativa de personagens memoráveis, alguns é claro não aparecem mais de três vezes, mas em “a menina que brincava com fogo” extrapola o numero. Nada de exagero, apenas contando de uma forma melhor o enredo e o porque das características de cada um deles.

Senti que nesse segundo volume, Larrson deixou as coisas mais sombrias. Nada como um cenário de Harry Potter ou Mordor, mas sim as personagens e suas características ocultas que não foram apresentadas no primeiro. Larsson parece carregar mais a sua visão em cima deste, diria até, se não fosse a sequência da mesma história, são autores diferentes.

É completamente diferente o modo como ele opera cada situação agora, é mais incisivo e mais, muito detalhista, dos três livros esse foi o que eu mais curtir de ler.

Na adaptação sueca para o cinema, teve uma ligeira troca de posições com os atores que protagonizam o casal cental da trama, Michael Niqvist e Noomi Rapace. Dessa vez Niqvst consegue dar uma pouco mais de vida ao seu personagem (Mikael Blonkvist) ele fica mais parecido com o personagem, mais ainda acho que deveriam ter pego um cara mais bonitão, por que esse ai dá preguiça só de olhar pra ele, Noomi só é bonita vestida, falei mesmo!

Ainda acho que foi mal aproveitado a adaptação cinematográfica, muito mais cortes que a primeira, e inclusão de algumas ações de personagens completamente desnecessárias, como a cena da queima do galpão, não havia necessidade de trocar os personagens e o que cada um iria fazer, acho que foi só uma gracinha que o diretor achou que podia fazer.

One response to “Millennium – Parte dois

  1. Pingback: Café com Whisky - Milleniun – Conceitos finais·

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s