Millenniun – Conceitos finais

Pra você que teve o cuidado de ler todos os outros artigos antes de chegar nesse eu te dedico o meu imenso obrigado, não é todo mundo que tem saco pra isso, ao ler novamente cada um deles vi que dei uma certa importância a mais a introdução dos personagens, mas isso tornou um pouco mais fácil a sequência dos artigos na minha opinião. Vou finalizar com alguns pontos que pulei sobre cada filme, o autor e a versão Hollywoodina do filme.

Bem, de fato é uma das melhores sequências literárias que eu já tive a oportunidade de ler os personagens são bem estruturados e cuidadosamente detalhados, cada um com sua particularidade no enredo geral, alguns bem mais marcantes que outros, é claro, mas o que realmente chama a atenção é sobre o autor.

Stieg Larsson

Originário de Estocolmo na suécia, Karl Stig-Erland Larsson, foi mais que um escritor, foi tambem um jornalista e atvista politico influente na suécia Trabalhou na destacada agência de notícias TT. À frente da revista Expo, fundada por ele, denunciou organizações neofascistas e racistas. É co-autor de Extremhögern, livro sobre a extrema direita em seu país.

Por causa de sua atuação na luta pelos direitos humanos, recebeu várias ameaças de morte. Faleceu em 9 de novembro de 2004, aos 50 anos, vítima de um ataque cardíaco. Segundo apurado, o infarto se deu após Larsson subir sete lances de escada até seu escritório na sede da revista Expo, já que o elevador havia quebrado. Houve rumores de que sua morte foi induzida (tendo em vista as várias ameaças de extremistas contra a revista e o próprio Larsson), porém tal hipótese logo foi descartada.  Fonte Wiki

São dois pilares que movem a história sempre, como eu já mencionei bastante aqui, Mikal Blonkvist e Lisbeth Salander, com um enfoque especial na segunda. Larsson, em coletiva de imprensa revelou que se inspirou em um personagem infantil da suécia, “PIPI meias longas”(Pippi Långstrump), “em uma versão mais adulta” disse o mesmo. Mas reza a lenda que Lisbeth é um retrato físico de uma experiência desagradável que Larsson teve quando adolescente, ele foi uma testemunha de um estupro a uma jovem, impedido de poder ajudar, dai sua ascensão como um jornalista focado em crimes contra mulheres e ativista politico contra as atrocidades que pessoas “do alto calão” e o governo fazem sem parcimônia com seu país.

A impressão que eu tive assim que terminei a leitura, é que Lisbeth e MiKael integram o alter-ego de Larsson. (duvido que eu tenha sido a única cabeça que chegou nessa conclusão). Claro que se partirmos da ideia que todo o personagem é uma extensão mesmo que distante do autor, eu estaria sendo redundante, mas partindo da ideia de que o enfoque de um personagem em especifico ou um grupo de personagens é uma forma de extravasar desejos e sentimentos próprios, temos uma boa visão do todo.

Eu não diria que fiquei decepcionado com o final, mas decepcionado com a finalização. Eu esperava mais coisas, como o que aconteceu com o advogado bicha-louca que se escondia no armário, Rosa Figuerola, a gostosona bombada que entrou como um torpedo nas calças do Blonkvst (mas ela não é uma piranha só pra deixar claro) Camila Salander a irmã gêmea de Salander que nem sequer apareceu, e ninguém conseguia achar rastro.

Mas definitivamente não me decepcionei, assim como qualquer outra sequência, dá pra ver os personagens evoluindo com o enredo da história, em Millennium, temos diversas temas de fundo, o que deixa uma leitura bastante agradável e interessante.

Das adaptações cinematográficas

Gostei? Sim, de todas as 4, as versões suecas deixaram a desejar em aspectos ínfimos, como alguns atores coadjuvantes que não tinham uma atuação louvável, ou ocultação de uma ou duas cenas que ao meu ver eram de importância no caminhar da história, mas sim, achei que foi feito um trabalho muito bom, já na versão norte americana, só vi um único defeito, o final de “The girl with dragon tatoo” não foi nenhum pouco satisfatório, mas é um pareo bem acirrado entre Rooney Mara  e Noomi Rapace (embora eu tenha uma paixão platônica pela Rapace eu realmente acho que as duas trabalharam muito bem no papel).

Os homens que não amavam as mulheres (Män Som Hatar Kvinnor) de 2009 dirigido pelo dinamarquês Niels Arden Oplev tem uma visão mais sombria que nos outros dois filmes, não digo algo pesado mas visceral, você vê a personagem, não foge em nada do original e é uma produção, apesar de baixo orçamento, completa. Não posso dar todo o credito aos atores nesse primeiro filme, como eu disse no primeiro artigo, o ator Michael Nuquivst não deu muita coisa, apenas a história ao seu redor foi boa, mas Oplev conseguiu ter umas sensibilidade quanto ao cenário, em todas as cenas que é digníssimo. Ele optou por não continuar a fazer as sequências, alegando que o tempo era muito apertado.

A menina que brincava com fogo (Flickan som lekte med elden) também de 2009 não conta com o mesmo diretor, dessa vez quem entra para o trabalho é o sueco e contemporâneo de Larsson, Daniel Alfredson não existe muitos dados sobre ele na internet, mas em pesquisa a rede social de cinéfilos Filmow.com só apresentam dois trabalhos em sua carreira, A menina que brincava com fogo e A rainha do castelo de ar. A qualidade muda claramente, preferiria muito mais o trabalho de Oplev.

A rainha do castelo de ar (Luftslottet som Sprängdes) outro de 2009, tá certo Oplev não ter aguentado mesmo, esse pessoal sueco é apressado demais, dirigido ainda com Daniel Alfredson na direção, o que mostra continuar um trabalho massante e com um roteiro cansativo e ao mesmo tempo dinâmico demais.

Millennium Hollywoodiano

Em Os homens que não amavam as mulheres (The Girl with the Dragon Tattoo), quando fiquei sabendo da trilogia de Larsson já sabia que o filme em questão ia aos cinemas, não me interessei de primeira eu confesso, tive uma curiosidade que foi sendo coberta com o tempo com outros filmes que no momento me chamavam mais atenção, mas foi só quando eu terminei de ler o primeiro livro que fui atras de tudo que existia a respeito do mesmo, e não é que dou de cara com uma adaptação norte-americana com direção de David Fincher e com Trent Reznor na trilha sonora?!

O filme é todo excelente, as atuações, os cenários… Christopher Plummer interpreta o magnata Henrik Venger e, mesmo que minima é uma atuação que achei insubstituível. Stellan Skarsgård é um ator que já havia há muito tempo conquistado o meu respeito, é daquele tipo de ator que sai do seu pais por conta de seu sucesso na forma de atuar, mas não chega a ser tão conhecido, mesmo na sua carreira com alguns Blokbusters, ainda é eclipsado pelas celebridades maquiadas e de olhos sedutores que encabeçam sempre como os protagonistas, aqui ele interpreta Martin venger, e vou te falar, assim como Plummer ou talvez até mais, eu não creio que existiria um ator melhor para fazer esse papel. Não tem muita coisa a se falar sobre o filme a mais do que já foi feito no primeiro artigo dessa sequencia que acabei fazendo, não de uma forma não comparativa, o filme ganha de forma absurda em imagem, bem mais trabalhado e mais detalhado, as cenas são praticamente as mesmas, é claro com um toque a mais de profissionalismo (não menosprezando o trabalho da equipe sueca)

Mas o Trent Reznor… Com uma trilha pesada e bem carregada ele consegue arrastar a ideia pra fora da tela e fixar na mente, a sonoridade é perfeita e encaixa de maneira única em cada fala, cada troca de câmera, cada close-up. Já bem no inicio do filme, é feita uma introdução com a sua versão de Imigrant song do led zepelin, aqui interpretada na voz de Karen-o.

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Que tal dar uma conferida nos livros e nos filmes, eu não sou hipócrita o suficiente para dizer para não baixarem, mas os livros de preferência, é bom ter em mãos, segue o link para a possível compra dos livros no site Submarino, e o link para download dos filmes.

Livros da Trilogia

Trilogia sueca

Versão norte americana

Leia, assista, comente.

Se ainda não leu e quiser dar uma olhada nos artigos anteriores:

Parte um  –  Parte dois  –  Parte três

3 responses to “Millenniun – Conceitos finais

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