A Torre Negra Vol. II – A escolha dos Três.

Se você ainda não leu a resenha do primeiro livro, clique => AQUI <=

Como um bom livro em sequência, esse segundo livro continua com a saga do pistoleiro Roland Deschain no exato momento em que parou no primeiro livro. Sua busca incessante pela Torre Negra. Após seu inusitado e sobrenatural encontro com o homem de preto, Roland vaga agora por um mundo novo. Ambientes inóspitos que antes desconhecidos por ele.

A leitura desse segundo volume sofre uma transformação incrível. Acostumado com a ideia de um terror psicológico causado pelo primeiro livro, eu espera ver aqui em “A escolha dos três” a mesma tensão sombria que trazia no seu antecessor, mas o que tive foi uma grande, e nada decepcionante, surpresa. King altera ligeiramente sua forma de escrever, não totalmente diferente, mas algo a mais que o primeiro volume não trazia. Um certo drama em linhas cronológicas incríveis.

Já no inicio do livro nos deparamos com um pistoleiro abatido e moribundo, que há muito vagava solitário pelo mundo novo que agora estava a sua frente, carregando alem das armas, as ultimas palavras que o homem de preto lhe disse antes de desaparecer. Durante uma longa confabulação , é revelado a Roland nas cartas de um baralho de tarô aqueles que o pistoleiro deverá escolher para ajudá-lo em sua busca pela Torre Negra: O Prisioneiro, A Dama das Sombras e A Morte.

Bem no inicio do livro, King já coloca o ultimo pistoleiro em uma situação que normalmente o herói dos romances épicos (como esse já provou pra mim que é). Roland, filho de Stiven Deschain, é atacado por criaturas fora do imaginário. Criaturas nunca antes vistas por ele, e que o debilitam, forçando-o a recuar e o debilitando a não poder mais usar sua mão direita para o manuseio de uma de suas poderosas pistolas.

Abatido, fraco, ferido e com a munição comprometida, Roland passa agora a fazer sua busca febril algo vital. É preciso encontrar a torre, mesmo que morresse tentando.

Posso dizer que o livro, mesmo me tragando já pelo inicio, começa quando o pistoleiro se depara com uma porta erguida no meio da praia. Uma porta que não dá a nenhum lugar de seu mundo, mas um outro ainda mais desconhecido. A primeira das Três portas o leva à 1987 e a Eddie Dean, um viciado em heroína que está tentando entrar em Manhattan contrabandeando um quilo de cocaína pura para o mafioso de nome Enrico Balazar. Depois de uns bons capítulos de interação entre Eddie Dean e Roland Deschain, eles, agora em um trabalho em conjunto, chegam a segunda porta que transporta o pistoleiro para a mesma cidade de Edie Dean (Nova York), mas dessa vez na década de 1960. “A Dama das Sombras” que Roland encontra atrás dessa porta é Odetta Holmes, uma negra deficiente física, ativista do movimento pelos direitos civis dos negros, cuja sua dupla identidade corresponde também a Detta Walker.

Já na terceira porta, A morte se apresenta como Jack Mort, no ano de 1977 onde ele encontra  . Jack é um assassino inescrupuloso e sorrateiro. (que eu poderia falar algumas coisas a mais sobre ele, mas é impossível o fazer sem estragar a surpresa de ler por conta própria.)

Eu como um bom fã de uma ficção cientifica, estou preso na leitura e não consigo terminar nenhuma outra leitura até enfim ter chegado ao fim dos sete livros da coleção. O segundo, ainda mais que o primeiro, me eletrizou, especialmente pelo timming que King coloca nas ultimas páginas. É uma escrita de ótima qualidade, sem sombra de duvida, mas nesse volume a influencia de Tolkien se faz ainda mais notável, deixando a desejar, uma pouco da criatividade de King. O história até então vêm repleta de referencias históricas reais e da cultura pop, como a musica “Hey Jude” que não para de ser mencionada até movimentos preconceituosos dentre classe e cor durante as eras. Em nenhum momento de sua carreira, King acumulou tantos assuntos abordados em uma “novela” si-fy. E garanto, mesmo com mais referencias do que história fictícia, tão cedo alguém não vai conseguir criar um trabalho de tão complexa magnitude. Mas isso é a palavra de alguém que já virou uma tiete, então minha opnião é um tanto quanto escusa, só lendo mesmo para tirar suas próprias conclusões.

eueueueue

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