Hitchcock – 2012

Como já dizia o ditado que os mais velhos sempre gostam de repetir, “Por trás de todo grande Alfred Hitchcock, existem uma grande  Allma Reville”

Indicado ao Oscar 2013 de melhor maquiagem pela impressionante transformação de Anthony Hopckins, que interpreta o papel do extravagante diretor. A base do filme sãos os bastidores da produção de “Pyscho” um dos filmes mais icônicos de todos os tempos. Com elementos que o “mestre do suspense” ainda não tinha trabalhado em suas obras, buscando inovação e elementos novos, ao ponto de ultrapassar o suspense e alcançar o horror.

Por mais que possa aparentar, o filme não tem muito o que ser comentado. Como já de se esperado da atuação de Hopikings, foi brilhante. Vendo fotos e entrevistas antigas do diretor, consegue-se ver que mais do que na aparência, a aproximação do personagem com a pessoa real é nitida. Um trabalho realmente invejável, mas que esconde (como de costume) o trabalho de algumas pessoas que fizeram isso acontecer.

A base da história contata é uma adaptação do livro biográfico “Alfred Hitchcock and the Making of Psycho” de autoria de John J. McLaughlin, o mesmo de cisne negro. A direção de Sacha Gervasi deu nova vida a conturbada fase do diretor na corrida para a construção de “Psycho”, que não obstante, era baseado em um livro homônimo de Robert Bloch, que conta a história verídica do assassino de wisconsin. Hitchcock comprou anonimamente os direitos autorais bem como todas as cópias disponíveis no pais, para que até o final de sua produção, nenhum detalhe fosse revelado do filme.

Paralelos a produção de um dos filmes que entrariam para as obras clássicas do cinema, existe ainda duas tramas, a luta na produção independente do filme, já que os acionistas dos estúdios Paramount não acreditavam que o filme pudesse ter mais credito, depois de “vertigo” que mesmo sendo uma obra prima, o diretor não tinha alcançado os objetivos de bilheteria como os acionistas haviam estipulado, portanto, o pé atrás (tudo se trata de dinheiro no final das contas) e a dura critica da censura, pelo conteúdo violento e “sexualmente” indiscreto que o filme possuía.

E a conturbada relação que sua esposa, Alma Reville, que nessa mesma produção, colocou a prova o comprometimento mutuo do casal para que nem as suas carreiras e nem o matrimonio sucumbissem as adversidades que as escolhas os haviam levado.

A interpertação de Hopkings, como já foi dito, foram exemplares e dignas de pelo menos uma indicação ao oscar, (foi mal ai Lecter, vai ter que ficar pra próxima) mas as atuações que realmente se destacaram, foram a de Helen Mirren, que interpreta Alma Reville e Michael Wincott como o assassino que deu origem ao livro de Robert Bloch.

O filme tem um timming excelente, você não precisa ser um ávido leitor de livros obscuros de assassinos em série ou um acompanhador frenético dos filmes da carreira do diretor para se situar, a base foi bem feita com um roteiro esplendido e auto explicativo.

A propaganda o fez ficar maior do que é, de fato. Ainda assim, não deixa de ser um ótimo filme para se ver antes de morrer.

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