World War Z – 2013

Sinopse:

Garry Lane (Brad Pitt) enfrenta junto com sua esposa Karen Lane (Mireille Enos) juntamente com suas duas filhas pequenas, o perigo de uma onda de contagio que se alastra de forma rápida e violenta pelo mundo, devido à um contato na ONU, Garry consegue por sua família em segurança, em troca de voltar à ativa no seu trabalho para a contensão desse terror morto-vivo que ameaça a levar a raça humana a extinção.

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Escrever sobre esse filme vai ser realmente complicado pra mim hoje, mas tenho certeza que se não o fizer de imediato eu foi protelar o máximo que posso.

A propaganda foi bem intensa, o convencimento de que esse filme vale muito a pena ir ver foi bem pesada, mas será que vale mesmo?

Pra quem está indo no cinema pouco se importando que o filme tenha sido uma adaptação de um livro, um conselho, continue sem ler o livro pelo menos até ir aos cinemas. Como já foi levantado aqui no café muitas vezes, uma adaptação tem que se sustentar, independente do livro. Foi exatamente isso que o Wolrd War Z” fez, se manteve, mesmo não mostrando nada de mais que já foi produzido no mesmo gênero (ou estilo se preferirem).

O filme se baseia em apenas UMA das várias entrevistas e depoimentos que Max Brooks coloca no seu livro, certeza que fazer uma copilação de todas ia ser algo bastante complicado de se fazer em apenas UM filme, mas a direção de Marc Forster juntamente com roteiro de Damon LindelofMatthew Michael Carnahan e o próprio Max Brooks, deixaram um bom trabalho que vale o entretenimento temporário, mas que, diferente do livro, não faz o expectador sair do cinema pensando nas possibilidades que a obra tem para dar.

O filme é mesmo VISUALMENTE atraente, é claro que digo pela qualidade das imagens e dos efeitos especiais e não pelo que realmente está sendo mostrado, que de bonito realmente não tem nada. O roteiro foi bem caprichado e as nuances nas construções de mise-en-scène me deixaram realmente apreensivo em alguns momentos do filme, a construção da história e da personalidade de cada personagem apresentado é feito de uma maneira bem feita e sem muita enrolação (tipo, taqui o personagem, agora vai ver os zumbis ensandecidos correrem atrás dele) – Muito susto levei. Os cenários e as criaturas conseguiram realmente me trazer essa apreensividade, que em alguns filmes fanfarões de terror que estão saindo, não tem o mesmo cuidado, mesmo que desnecessário para a temática, muito bem colocados.

Mas outras coisas me chamaram bastante atenção, ainda sem sequer ter lido o livro. O colapso de um enfrentamento a nível mundial ainda não tinha sido abordado dessa forma, nem mesmo no aclamado “eu sou a lenda” (mas talvez em Contagio mas sem gente te perseguindo querendo seu pescoço) – Max Brooks que em entrevista afirma que mesmo se tratando de algo fantasioso, os seus livros são frutos de pesquisas a fundo e baseado em uma hipótese real, ou seja, se realmente viéssemos a passar por essa situação “peculiar”, era assim que todo mundo ia se portar.

O colapso de governos, detenção de informação e poder, medo generalizado. Não existem heróis nas ruas quando o medo é mais forte que a própria força do homem. Enfrentamento é quase impossível, mas é sim inevitável. Foi essa a ideia que tanto Brooks e quanto o filme me passaram.

Depois de ter decorrido lá seus 116 minutos, o final deixou em aberto que a situação continuaria mesmo depois dos créditos encerrados. O que quero dizer, é que o enredo do filme não deixa claro o que vai acontecer depois do final. Tudo que o personagem de Bradpittson conseguiu foi criar um paliativo para a contensão do alastramento do possível vírus e deixar uma curiosidade a respeito do que se tratava a sua carreira antes dele se aposentar.

Nota CcW: 6/10

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Curiosidades à parte: 

* O ator David Morse atua como um ex-agente da Cia (meio piradão) que está preso em uma das instalações da resistência militar, em uma base aérea ‑ não me cobrem onde era o lugar por que nem nem a pau que eu vou me recordar com exatidão ‑ participou do elenco de 12 macacos também com Brad Pitt que leva a uma mesma temática, só que não tem zumbi e por favor, é dirigido por Terry Gillan.

* Max Brooks, lançou em 2006 “World War Z: An Oral History of the Zombie War” como sucessor de um outro sucesso literário seu, The Zombie Survival Guide. – Lançado em 2003.

* Brooks baseou seu trabalho nesse livro homônimo no livro The Good War, escrito por Studs Terkel e também nas obras dirigidas por Georme A. Romero.

* A produção do filme custou uma bagatela de US$100 milhões, enfrentou vários problemas de estruturação, causando um atrasado de 6 meses na conclusão e levando a contratação de Damon Lindelof, mudando assim todo o roteiro do terceiro ato, incluindo a trama e o encerramento.

* Marc Foster E Brad Pitt se desentenderam tão seriamente que para a continuação das gravações ou até mesmo para comentários internos de produção, eles precisaram de um “garoto de recados”. (fazer um filme não é as mil maravilhas, e as vezes é bem estressante, desacordos assim sempre atrasam na produção e afetam o interesse de quem está participando da criação).

* O final não foi brochante a toa, como foi comentado no artigo, o final ficou em aberto. A ideia é de se fazer mais duas sequencias.

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