Critica: O Homem que Ri (2012)

Baseada em um romance homônimo de Vitor Hugo, O Homem que ri vem trazendo não somente a tão conhecida e aclamada poesia do autor, mas também sua forte critica á Aristocracia. A história se baseia no já tão conhecida distancia social e ate física das classes sociais, principalmente na frança.

Assim como outros titulo do autor que são tomados como linguagem universal e imortal, O homem que ri tem seu merecido lugar na opinião dos leitores, mas será que o filme conseguiu trazer todo o teor que o livro tem?

Eu e minha amiga colunista Ludmila Pires, insistimos em diversos artigos ressaltar a importância que o filme tem que ter por sua própria conta, ou seja, ainda que uma adaptação, tem que se sustentar. Mesmo eu sendo uma pessoa que não leu o livro, pude perceber que o mesmo é sim uma obra magnífica, tal como “os miseráveis” – mas o fim deixou muito a desejar.

 

 

 

Sinopse:

Gwynplaine é órfão e traz no rosto uma cicatriz em forma de sorriso. Déa, também órfã, é cega. Em pleno inverno, eles são acolhidos pelo grande Ursus e passam a viver com ele. Para ganharem dinheiro, os dois jovens decidem fazer um espetáculo pelas estradas, onde o sorriso de Gwynplaine desperta a curiosidade de todos que passam. Aos poucos, o garoto adquire fama e dinheiro.O filme é dirigido por Jean-Pierre Améris, e ainda traz no elenco Gérard Depardieu, Marc-André Grondin, Christa Theret e Emmanuelle Seigner.

Como dito antes, o filme realmente não me agradou muito, a estética é outra coisa. falar de estética de um filme é um tanto quando errado, por assim dizer. Melhor definir como “A beleza” que o filme trás.

A fotografia e cenários são realmente de tirar o fôlego, mas a falta de um roteiro que trabalhasse melhor essa obra deixou esse trabalho quase que insignificante.

Em 1928, Paul leni, utilizando da até então nova leitura expressionista, fez a primeira versão do livro para os cinemas, diferente do que vemos aqui, nessa versão de 2012 (que só agora chega ao Brasil) a melancolia e as dualidades éticas de Gnewplaine são abordadas com muito mais afinco e dureza, como um bom romance de Vitor Hugo pede.  mas não se trata apenas de uma comparação de trabalhos que estão longe de serem, sequer, comparáveis. O primeiro filme trás uma força que o segundo ainda não conseguiu trazer (ao menos para mim), o que me faz pensar: O que está acontecendo com os nossos produtores hoje em dia? Será que a facilidade em criar cenários e efeitos especiais e visuais estão os deixando cada vez mais presunçosos e ensimesmados ao ponto de faze uma produção que visa apenas a adaptação, ou melhor, que visa apenas a sua versão da história para ser passada para o cinema. Será que os produtores/diretores/roteiristas estão perdendo o que realmente é a essencial no cinema?

Vejam o filme e tirem suas próprias duvidas.

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