Jobs (2013)

OK, o trabalho de caracterização foi bom, ele ficou mesmo parecido, o filme é muito bem rodado, Bill Gates quase não é mencionado, o caso da filha não registrada vem a tona de novo, mas e ai…

Hoje em dia falar de um filme desses, sem mencionar que ele não tem nenhuma pretensão de arrecadar fundos é ser no mínimo, ingênuo. Mas ultimamente, as gigantescas propagandas que os filmes biográficos tentam vender, vai muito além de mero trabalho comercial. O que eu estou querendo dizer é que em tempos de crise, ou até mesmo em tempos onde se fazer um filme está ao alcance de qualquer pessoa que esteja engajada (não necessariamente isso quer dizer que ele vai ser bom, é claro) vemos muitos trabalhos assim, como o do filme “A rede social”, que não preciso dizer que aumentou em praticamente 1000% dos acessos ao Facebook. Principalmente na nossa magnífica terra sem nenhuma personalidade.

É claro que não posso desconsiderar o bom trabalho que foi feito nesse filme aqui. Mesmo que tentando vender uma imagem de Steve Jobs ultra fodão. O filme foi muito bem rodado, e por mais que Ashton Kutcher seja um ator bem maios ou menos, a maquiagem e a atuação o fizeram realmente trazer de volta a vida Jobs, ou quase isso.

O filme conta a trajetória de Jobs, desde a faculdade até os dias de glória, e o seu retorno cheio de controvérsia para a Apple. Uma biografia longa demais para o cinema, e condensada apenas em momentos em destaque da vida do empresario.

Pra quem já viu “Piratas do Vale do silício” (Pirates of Silicon Valle – 1999 ) não vai ver muita coisa diferente, a mesma caracterização que foi feita com Ashton Kutcher foi feita com Noah Wyle, e o Jobs que é apresentado ali não é nada diferente do que já tinha sido feito.

A diferença desse filma para o citado acima, é que em Jobs, a personalidade do empresário pe elevada ao nível de Semi Deus. Sim, sendo odiado por uns e amado por tantos outros, mas totalmente desnecessário.

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Novamente um filme que teve que aumentar o gasto com propaganda por que não acrescentava muita coisa ao que já havia sido feito/falado do excêntrico cérebro por trás da Apple.

Mas nem tudo é perdido. Se voltarmos a lembrar de que o cinema em si, indiferente da forma como o produtor o considera artístico, é sim uma produção comercial, e por que não usar a maior ferramenta comercial do mundo para aumentar ainda mais a popularidade dos eletrônicos da Apple? Vejo inúmeras criticas descendo a lenha no filme justamente por ir nessa via, mais um filme de tributo, provavelmente Joshua Michael Stern (direção) e Malk Hulme (roteirista) sejam dois fãs prestando sua homenagem.

Mas devaneios a parte, o filme é demasiadamente superficial e muito emotivo. Cansativo, contendo um alto nível de pedantismo,

 Avaliação CcW: 05/10

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