As Bem-Armadas (2013)

Texto por Pedro Mancini

As Bem-Armadas” conta a história de duas policiais que devem se unir para prenderem um criminoso russo. Uma é a agente do FBI, Ashburn (Sandra Bullock), que é extremamente rígida e profissional no que faz, e a outra é a oficial Mullins (Melissa McCarthy), que utiliza métodos, digamos, “fora do comum” em seu trabalho. Ashburn é enviada para trabalhar com ela em Boston, e como deu para perceber, as duas não encaixam em absolutamente nada, e serão obrigadas a se ajudarem para cumprirem seu objetivo.

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A história não é nenhuma novidade, existem vários filmes que seguem essa linha. Mas creio que o mais importante aqui não seja isso, e sim o humor, já que estamos falando de uma comédia. Eu acho que isso é um assunto bem relativo: assim como o terror (o que me dá medo pode não dar medo à outra pessoa), posso achar algo engraçado em uma comédia que outra pessoa não iria rir nunca. A minha opinião quanto ao conteúdo humorístico do filme, porém, também não é muito positiva. A maioria (esmagadora) das cenas cômicas parte da policial Mullins, devido ao jeito dela de agir, mas isso se torna cansativo, pois parece que dependem dela para construir qualquer cena cômica do filme, então quase todas as piadas giram em torno de violência policial e de respostas “malcriadas”, ou seja, bem repetitivo. A personagem Ashburn traz a comédia ao filme uma vez ou outra, mas na verdade só me lembro de duas cenas dela que eu realmente achei engraçadas. No final das contas, dá pra contar nos dedos da mão as vezes em que eu ri de verdade, e de resto, me arrancava um sorriso no máximo (o que na verdade é menos pior do que sorriso nenhum).

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Apesar disso o filme não é tão ruim. As duas personagens são bem caracterizadas (seja no jeito de falar, agir, se vestir, etc.) e até simpáticas, você acaba gostando delas e da maneira como elas se desenvolvem durante o filme, ficando mais chegadas aos poucos. Outro ponto que achei interessante foi que a presença da atriz Melissa McCarthy não gerou piadinhas sobre pessoas gordas, muito menos a policial Mullins é caracterizada como uma esfomeada, e ainda por cima ela é a “pegadora”, quebrando um pouco esse estereótipo presente em grande parte de filmes de comédia. Além disso, ele tem um teor feminista, trazendo uma discussão sobre as mulheres em seu espaço de trabalho (ainda mais num que é considerado “trabalho de homem”, como é o caso da polícia) e até um diálogo sobre depilação, onde um policial manda a agente Ashburn depilar as pernas e ela o responde. Na minha sincera opinião, deveriam existir mais filmes assim. Certa vez vi um vídeo no Youtube (mas não me recordo o link ou o nome do vídeo) sobre uma pesquisa que procurava filmes que possuíam pelo menos duas personagens femininas com nome e que se comunicavam entre si, e adivinhem só? É mais difícil do que parece encontrar filmes que sequer tenham isso, nos levando a questionar o espaço da mulher mesmo nos dias atuais.

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Por mim, vale a pena assistir devido a essa característica do filme citada acima. No quesito humor, apesar de eu sentir que ele tenta trazer um ar um pouco mais novo em certos pontos, não merece nenhuma atenção em especial (apesar de não chegar a ser entediante).

Avaliação CcW: 06/10

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